EDUCAÇÃO MILITAR

George Lucas, quase pessoa pública

 Flaviana Alves e João Barbosa

 

Geoge Lucas

 

 

De fala polida e jeito desinibido, George Lucas, 17 anos, é sem dúvida o mais seguro de todos os entrevistados. Peço para ele apresentar-se, e enquanto responde fica claro que já tem uma certa intimidade com as câmeras. Essa é a segunda vez que o jovem dá entrevista representando a unidade. Seu total desembaraço se deve, também, ao fato de ter se candidatado recentemente ao cargo de presidente do Grêmio Estudantil do Colégio. George Lucas já é quase pessoa pública.

 

Há seis anos na unidade, entrou por meio de prova, assim como Marcos. Quando questionado sobre o porquê de ter sido indicado pela coordenação para falar conosco, é bem objetivo. “Acho que a minha opinião representa muito bem a imagem do Colégio”.

 

Sobre os motivos de estar aqui, conta que na época não havia opções de escola, mas não se opôs a decisão dos pais em matriculá-lo num CPMG. Para você, qual o diferencial desse Colégio em relação aos outros? Mais uma vez o jovem é bem objetivo em sua resposta. “Sem dúvida, o diferencial dessa escola é a presença da Polícia Militar”. Em seguida elenca as inúmeras vantagens desse fato: segurança, disciplina diferenciada, estrutura física, entre outras coisas.

 

Pergunto sobre seu rendimento acadêmico, ele diz. “Sim,  eu sou um aluno que costumo ser condecorado com os méritos da escola”. Em sua opinião, esses reconhecimentos são um estímulo, pois além de trazer prestígio ao aluno, ficam registados na ficha escolar. – Você já viu algum aluno frustado por ter se esforçado muito e não ter conseguido esses méritos? George diz que já presenciou colegas que por 1 décimo não conseguiram estar entre os três melhores da turma. “Mas não é algo que afete a pessoa a ponto dela desistir, muito pelo contrário, é um estímulo para se esforçar mais e superar o nível que atingiu”.

 

E quais são suas afinidades profissionais? “Eu pretendo fazer o curso de medicina”. Por quê? E ainda acrescenta. “O meu foco não é o ganho salarial, mas sim a prática da medicina.”