EDUCAÇÃO MILITAR

Marcos Ribeiro, sonho em cursar direito

 Flaviana Alves e João Barbosa

 

 

Marcos Ribeiro

 

 

Ele está nervoso. Enquanto ajustamos os equipamentos de TV, o jovem esfrega as mãos e olha para o nada. Eu me aproximo, pergunto se é a primeira vez que dá entrevista, ele diz que sim. Começo a contar algumas das minhas vivências, e quando vejo já está tudo pronto, inclusive ele, agora bem mais calmo. E então iniciamos a entrevista.

Marcos Ribeiro, há seis anos nessa unidade, é um rapaz tímido. Dentre todos os entrevistados, parece ser o mais ingênuo em suas percepções sobre o mundo. É também o que está aqui há mais tempo.

 

“Eu mesmo escolhi estudar aqui, desde a primeira vez que entrei no Colégio já fiquei encantado”, diz o jovem de 17 anos. O encanto de Marcos se refere a diferença entre a estrutura física do Colégio comparada a sua antiga escola, um Colégio Municipal.

 

Assim como a maioria dos jovens que estuda em alguma unidade dos CPMGs, Marcos se sente honrado, pois acredita estar usufruindo de um privilégio. Ele conta como foi o período de adaptação.  “Como toda coisa nova no começo foi diferente”, relembra, “mas depois de conhecer a estrutura, alguns professores e as pessoas da coordenação, eu gostei muito”. Na época que entrou, o ingresso ainda era por meio de prova.

 

Marcos fala sobre as diversas atividades que existem no CPMG, como esportes, teatro, banda marcial, e acredita que elas ajudam “a integrar o aluno ao colégio e depois a sociedade”. O jovem que sonha em cursar direito fala sobre suas pretensões profissionais. “No futuro eu me vejo ajudando as pessoas que precisam de algum suporte na área jurídica, ou sendo talvez um defensor público.” Em seu braço esquerdo, a honra de ter conquistado o Braçal Aluno Padrão. Em sua opinião sobre a metodologia adotada pelos CPMGs, a confirmação de estar de fato alinhado aos princípios da instituição. “As pessoas sempre falam que Colégio Militar é rigoroso, mas eu não vejo isso, eu vejo a disciplina que a gente recebe aqui como algo bom pra nossa vida.”